O Natal veio do Paganismo 4.

Conforme os relatos foram tomando força, Semíramis foi ganhando status de deusa-mãe, sendo estabelecido um culto para si, na condição de 'Mãe de deus', o que a levou a ser chamada de 'Rainha dos Céus' pelos babilônicos, sendo agregada em forma e intenção a outras culturas: Isis, no Egito; Cibele e Deois, na Roma antiga; Fortuna e Júpiter, na Grécia, e até mesmo na China, Japão e Tibet encontrou-se com equivalentes chamadas de Koaja - 'Madonna' (minha dona ou minha senhora). 

Seu filho, Nimrode, passou a ser conhecido como o 'Divino Filho do Céu', uma espécie de messias, filho do deus-Sol, sendo ele mesmo cultuado como deus, inclusive como o próprio deus-Sol. É nesta adoração a Nimrode como deus-Sol que está a origem do Natalis Invicti Solis.

A guirlanda (coroa verde adornada com fitas e bolas coloridas e na Antiga Roma feita com galhos secos de ervas), conforme Frederick J. Haskins em seu livro "Answer to Questions" (Respostas a Algumas Perguntas): "remonta aos costumes pagãos de adornar edifícios e lugares de adoração para a festividade que se celebrava ao mesmo tempo do (atual) Natal. A árvore de Natal vem do Egito e sua origem é anterior à era Cristã."

Também as velas, símbolo tradicional, são uma velha tradição pagã, pois se acendiam ao ocaso para reanimar ao deus sol, quando este se extinguia para dar lugar à  noite.

Papai Noel é uma lenda baseada em Nicolau, bispo católico do século V, sobre o qual a Enciclopédia Britânica cita: "São Nicolau, o bispo de Mira, santo venerado pelos gregos e latinos em 6 de dezembro. (...) conta-se uma lenda segundo a qual presenteava ocultamente a três filhas de um homem pobre (...) deu origem ao costume de dar em secreto na véspera do dia de São Nicolau (6 de dezembro), data que depois foi transferida para o dia de Natal. Daí a associação do Natal com São Nicolau."

Dias Lopes, sobre a árvore de Natal, cita: "Na convicção pagã, a árvore representava a vida por se enraizar no chão e projetar-se verticalmente. Faria uma ligação simbólica entre a terra e o céu. Hoje, segundo ressaltam os autores de Festeggiamo il Natale, as cores da decoração natalina têm para os católicos profundos significados: o vermelho simboliza o amor, a paixão, mas também o sacrifício de Cristo; o azul evoca o céu e o espírito, além de ser a cor do manto de Maria; o branco lembra a neve do inverno do Natal no Hemisfério Norte, assim como a pureza; o ouro, um dos presentes oferecidos pelos Reis Magos, traduz a sacralidade; o prata se refere à transformação do mundo e do homem pela fé cristã. Já o marrom do tronco evoca a madeira da cruz de Jesus, enquanto o verde representa a esperança de salvação."

Na Polônia, um dos primeiros países católicos a adotar a árvore de Natal, a tradição ingressou por influência da Alemanha. Coincidentemente, o primeiro pinheiro na Praça de São Pedro foi mandado instalar em 1982 por João Paulo II, o papa polonês.