O Natal veio do Paganismo 3.

Uma das poucas verdades sobre o natal é o significado de seu nome. O natal, quando era celebrado apenas pelos pagãos, era conhecido como Natalis Invicti Solis, ou seja, o dia do nascimento do Sol Invicto e realmente significa “dia do nascimento”, “aniversário”. 

Na Bíblia em Bereshit/Gênesis 10:8-10, cita-se: “Cush foi o pai de Nimrod, que foi o primeiro a acumular poder no mundo. Ele foi um poderoso caçador diante do Eterno. Daí o dito: “Como Nimrod, um poderoso caçador diante do Eterno!” O início do seu reino foi Babilônia, junto com Erech, Acad e Calné, na terra de Shinar.”

Nimrode foi fundador da Babilônia e também quem idealizou e comandou a construção da torre que ficou conhecida como Torre de Babel, tendo se rebelado contra Elohim, dando inicio a grande apostasia (renegação de uma religião).

Assim, cita o historiador F. Josefo, em seus relatos sobre Antiguidades Judaicas: “Pouco a pouco, (Nimrode) transformou o estado de coisas numa tirania, sustentando que a única maneira de afastar os homens do temor a Elohim era fazê-los continuamente dependentes dos seus próprios poderes. Ele ameaçou vingar-se de Elohim, caso este quisesse novamente inundar a terra. Vingança esta, em que construiria uma torre mais alta do que poderia ser atingido pela água, conseguindo, também, vingar-se da destruição dos seus antepassados. O povo estava ansioso de seguir este conselho (de Nimrode), pois achavam que submeter-se a Elohim fosse escravidão. Assim, empreenderam-se em construir a torre, e ela subiu com rapidez além de todas as expectativas.” 

Seus atos eram tão abomináveis, que se casou com a própria mãe, cujo nome era Semíramis. E foi justamente sua mãe-esposa que conduziu o inicio da propagação de doutrinas que estão presentes ainda hoje em boa parte dos sistemas religiosos. Após a morte de Nimrode, Semíramis começou a pregar que tinha tido uma concepção milagrosa, dando a luz a um filho, a quem chamou de Tammuz, que ela dizia ser a reencarnação de Nimrode.

Todo ano, no dia do seu aniversário de nascimento, ela alegava que Nimrode visitava a árvore “sempre viva” e deixava presentes nela. Este dia de seu aniversário equivaleria ao dia 25 de dezembro no calendário gregoriano. Consta ainda, em alguns relatos de sua vida, que depois da morte de Nimrode, sua mãe-esposa alegava que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Nimrode para uma nova vida. Moedas antigas já foram encontradas mostrando um toco de árvore e uma pequena árvore crescendo próxima, representando a morte de Nimrod e seu renascimento como Tammuz. Os Egípcios usavam uma palmeira, enquanto os Romanos um pinheiro.

Esta tradição de cultuar a árvore de Nimrode, colocando sob ela presentes, foi mantida de geração em geração, sendo adaptada e recebendo outros significados, porém a origem permanece a mesma até os dias de hoje sob a adaptação cristã.