Imbolc, o Retorno e Bighid.


"Não há tempo de chegança sem luz. Ela expande continuamente quando é seu tempo, mas nunca deixou de estar em mi, em você." (Seu Miguel, Tradição de 1920, Recife/PE)

A primeira luz é o retorno para o que está além de si e do seu entorno. Não é o retorno para o externo, tampouco a expansão de si diante da hibernação, mas o novo "eu" que se mostra após estar em si, e por não bastar-se mais em si, expande-se. Essa rota se chama "Vórtex Polar" ou "Luz da Insanidade", quando o retorno da luz interna não se expande focando a interação com o externo, mas amplia suas próprias habilidades. É esta habilidade que se chama de "novo".

Neste momento, a Grande Mãe de Ar, o Grande Pai de Ar e o Pai de Fogo se mostram unos, pulsando em Glu'oc como um coração que bombeia energia em expansão. Por se tratar de alinhamento complementar, a Grande Mãe de Fogo não atua, reservando-se em energia até o próximo momento, em Ostara, quando se mostra pela primeira vez em expansão ainda interna.

A relação estabelecida entre o Ar e o Fogo reverencia Brighid em sua forma mais amorosa. De fato, sua chama tríplice assume as energias do feminino, masculino e etérica, cuja simbologia está no sino dourado com sigmas da Água, apropriando-se da doação. Música, poesia e velas azuis são acesas em sua intenção, evocando seu poder e mistério, celebrando o chamado "Rito Preparatório de Brighid para Imbolc", no qual mulheres se envolvem com fitas coloridas adornando suas cabeças, crianças são envoltas em tecidos finos cinza e os homens apresentam-se em tons de preto. 

"A Brigit, a ban-de beannachtach
Tair isna huisciu noiba,
A ben inna teora tented trena,
Isin cherdchai,
Isin choiriu,
Ocus isin chiunn,
No-don-cossain,
Cossain inna tuatha."
(Kondratiev)