Existirmos a que será que se destina?



Quando acessado, o Eu Superior, o Eu Divino, relembra-nos da Origem, que constituída de uma grande massa infinita e amorfa, representa-nos sem uma realidade específica ou delimitada, mas pluralizando nossos "eus" em tantos planos quantos forem emanados por nossa energia. A nossa expansão, o nosso religare, não nos faz nos reconectar com essa Origem, mas com o Todo, composto pelo Tudo e pelo Nada, que abre os portais de acesso a nós mesmos em outras dimensões. Entretanto, isto não quer dizer que nossa energia essencial está "de volta em casa".

Comunicamo-nos conosco mesmos em diversas frequências espaço-tempo e, sendo uma de fato uma única linha infinita em início e fim, o presente, o passado e o futuro nada mais são do que instantes fotográficos de onde queremos estar em uma determinada passagem dessa linha. Causas e consequências, então, perdem o sentido, porque nos projetamos em perguntas e respostas de modo atemporal, pulsantes, expansivos e contráteis, não menos intensos, onde nem o acaso é "por acaso". Não existem coincidências, mas re-links. Não existem lembranças, mas re-acessos.

Sob essa óptica, nada mais existe além de nós mesmos, reunidos em um só, no sentido amplo de que somos originados na mesma fonte, cuja matriz nos reproduz indiscriminadamente sem regra, porque somos mutáveis em nossos infinitos planos e assumimos valores que nos distanciam do macro, do senso comum etérico, mas não do Realle, que é esta aparente realidade na qual "optamos" estar agora, que de fato se configura somente como mais um dos planos inimagináveis, mas amplamente tangíveis.

Quando acessamos a Origem, destacamos o senso comum etérico, que não dialoga, mas comunica, que não formaliza, mas reúne. Para atuarmos em tal senso, entretanto, é necessário passar por três outros sensos anteriores: o sensível, o perceptivo e o sutil. O primeiro responde por nossa emanação de energia, como um estímulo de reação aquilo que está em torno de nós e, geralmente, se manifesta no que é externo a nós. O perceptivo, também chamado de "Pumpet", é a acomodação dessa sensibilidade em nós, fazendo com que essa informação "sentida" se associe à nossa energia. É o mesmo que a absorção pessoal da comunicação externo-interno, onde o interno atua identificando as similaridades conosco. Por fim, a sutil aplica-se ao que está além do que está óbvio, atuando nas entrelinhas e destacando o que geralmente se expressa sem grande evidência, mas assume maior importância que as duas anteriores. É esta última que facilita o acesso ao campo etérico que é a primeiro jornada de retorno a nossa Origem.