Tupinambás, Tupiniquins e Brasilidades.


No dia 29 de Novembro de 1807, a nau Príncipe Real levava a bordo o príncipe regente, D. João, sua mãe, a rainha louca D. Maria I, e os dois herdeiros do trono, os príncipes D. Pedro e D. Miguel. O restante da família real estava distribuídos em outros três navios. Como fazer um discurso de despedida era impossível nas circunstâncias, D. João mandou afixar nas ruas de Lisboa um decreto no qual explicava as razões da partida. Dizia que as tropas francesas estavam a caminho de Lisboa e que resistir a elas seria derramar sangue inutilmente. Antes de embarcar, D. João teve o cuidado de raspar os cofres do governo - fato que se repetiria treze anos mais tarde ao deixar o Rio de Janeiro na viagem de volta a Lisboa. Abandonado a própria sorte, Portugal viveria os piores anos de sua história.
Daí se pergunta em qual momento de nossa história atual o problema começa. Não começa, se repete. Desde sempre. (Leia 1808, de Laurentino Gomes)