Além da lenda (Ano Novo Pagão).


Em Samhain, o Festival do retorno da Morte, os portões dos mundos se abrem e a Deusa transforma-se na Velha Sábia, a Senhora do Caldeirão, e o Deus é o Rei da Morte que guia as almas perdidas através dos dias escuros de Inverno.

Samhaim e Beltane são considerados os dois grandes festivais celtas porque marcam as metades clara e escura de um ano completo. Muitos magos e bruxas preferem celebrar Samhaim em 30 de abril, pois as estações do Hemisfério Sul são invertidas ao indicado no Hemisfério Norte. (inclusive o cartaz traz a Roda do Ano do Hemisfério Norte)

Samhaim é um festival celta que celebra a morte e o ciclo da vida. Honra-se os ancestrais. Ainda não é inverno, já não é mais verão, sendo um período chamado "entre os mundos". É quando o véu que nos separa de outras dimensões está 'fino', facilitando a nossa comunicação com nossos ancestrais que já partiram. É considerado o Ano Novo pagão, sendo o oposto de Beltane, e quando se inicia o inverno. Mais do que isso, para os celtas, Samhaim era o início do próprio ano, o momento misterioso que não pertencia nem ao passado, nem ao presente, nem a este mundo, nem ao outro.

Samhaim (pronuncia-se “sôu-en” ou “sôu-ín”) significa “mês de novembro” em gaélico irlandês. É celebrado no dia 1º de novembro no Hemisfério Norte e dia 1o. de maio, no Sul. As celebrações deste festival duram em média três dias, começando na véspera (noite de 31 de outubro no Norte e noite de 31 de abril, no Sul). É um evento que predispõe o tempo de propiciação, adivinhação e comunhão com os mortos, mas também uma festa desinibida onde se comia e se bebia, mostrando a face desafiadora e fértil da vida à própria face da escuridão. O aspecto divinatório de Samhaim é compreensível por duas razões: pelo clima psíquico da estação e pela ansiedade a respeito do inverno que estava chegando, uma vez na transição do outono.

O que se faz no Ano Novo pagão

- Uma das tradições mais comuns praticadas pelos povos antigos era a de colocar várias maçãs em um grande barril com água. Várias mulheres se reuniam em volta do barril, e a primeira que conseguisse pegar uma das maçãs seria a primeira a se casar no próximo ano.

- Na Escócia, colocavam-se pedras entre as cinzas da lareira, deixando-as “descansar” durante a noite. Se alguma pedra fosse descoberta durante a noite, representaria a morte iminente durante o próximo ano de um dos moradores da residência.

- O costume norte-americano de vestir-se com trajes típicos e sair pelas casas dizendo “travessuras ou gostosuras” é de origem céltica. Nos tempos antigos, o costume não era relegado às crianças, mas sim aos adultos. Em tempos ancestrais, os vagantes iam cantando cânticos da época de casa em casa e eram presenteados com agrados pelos seus habitantes. O presente também era requerido pelos espíritos ancestrais nessa noite através de oferendas.

- Antigamente, todas as safras deveriam ser colhidas até o dia 31 de outubro e qualquer coisa que não fosse colhida era abandonada, pois acreditava-se que o Pooka, um duende noturno que mudava de forma e que tinha grande prazer em atormentar os seres humanos, passava a noite de Samhaim destruindo ou contaminando tudo o que fora deixado sem ser colhido. O disfarce favorito do Pooka parece ter sido a forma de um feio cavalo preto.

- Na Escócia e no País de Gales, fogueiras individuais eram acesas. Eram chamadas de Samhnagan, na Escócia, e Coel Coeth, em Gales, e eram construídas com a antecipação de dias no terreno mais elevado próximo da casa. O hábito das fogueiras de Halloween sobreviveu também na Ilha de Man.