A Crudívora Bunita de Paripe.


Numa irrupção iconoclasta, janota e loquaz, a Bunita de Paripe mostrou-se pachorrenta e fleumática, como se perscrutar-se pândega e inócua, confundindo todos e zombando-os como se fosse uma pacóvia insolente.

Ainda que se apresentasse dândi, atendia pela alcunha de Beatriz, cujo cerne, ardiloso e de imenso arroubo, parecia ser uma belicosa opção de interação.

Engodada pelo fenecimento fugaz e frugal, quase sorumbática requestou homizio numa pacata cidade pouco perdulária, assumindo tez petiz e sem plissas, tornando-se uma sumidade ao tergiversar, com suas justaposições, as demandas de seu ígneo e besugo macambúzio.

À noite, em misantrópico descanso, fez-se de fisionomia afável e reluzente, cujos olhos rútilos e chamejantes, pareciam indicar que ela ensimesmar-se-ia garbosa e sagaz, sicária de seu próprio mal-ajambrado aziúme.

E pôs-se a fazer pão.

  • A questão não é o acesso ao rebuscado, mas despir-se da medíocre falácia que nos faz achar que nosso português precisa ser por demais banalizado em meio a uma atualidade tosca.