Paradigma da Importância.


Algumas pessoas estão acostumadas com a adrenalina que circula pelas veias enquanto debelam as crises, que se tornam dependentes desta sensação de euforia e energia. Enquanto resolvemos as questões urgentes, sentimo-nos embriagados. O torpor da urgência é tão instigante que, passada a urgência, somos impulsionados a fazer qualquer coisa urgente, só para nos mantermos em atividade. Tornou-se um símbolo de status em nossa sociedade estarmos sempre ocupados: se estamos sempre ocupados é porque somos importantes. Chegamos a ficar constrangidos quando estamos ociosos. A síndrome da urgência nos justifica, nos populariza e nos da prazer. Mas é também uma boa desculpa para não lidarmos com as verdadeiras prioridades de nossas vidas.

É um comportamento autodestrutivo que preenche temporariamente o vazio criado por necessidades não-atendidas. Grande parte das coisas importantes que contribuem para nossos objetivos globais e dão riqueza e sentido a vida em geral não nos pressiona, não nos influencia. Como não são "urgentes", somos nós que as influenciamos, e muitas vezes as protelamos para um futuro incerto ("quando tivermos tempo...").

Aquilo que se mostra prioridade para você deve ocupar o espaço de regulador de impulsão, porque é o elemento motivador da diferenciação entre desejo - vontade - ação.