O vôo etérico.


A libélula é um elemental do chamado "Etéreo Encantado", trazendo o signo de que a mudança é necessária e que as ilusões ocorrem pontualmente, pois se transformam em realidade prática. Indicando a comunicação com o Mundo Elemental, uma vez evocada para amadurecer idéias proporciona clareza mental e autocontrole sem perda da conexão com a natureza em sua forma etérica e, dessa forma, estimula o místico e o "espírito selvagem".

Na Antiga Prática, reforça o sentido da jornada mítica nos sonhos e dos desejos conscientes que refletem a vontade. Essência dos ventos de mudança, mensagens de sabedoria e esclarecimento com amplitude co campo sutil, tem na iridescência de suas asas as identidades dos campos etéricos, simbolicamente representados no jogo espaço-tempo-previttia.

Segundo o Xamanismo tradicional, indica o poder de cura sobre hábitos que precisam ser rompidos, libertando os pensamentos que restringem as novas ideias. Associada a Ix Chel (Deusa Lua adorada pelos maias da península do Yucatán), segundo essa mitologia, quando essa deusa quase foi morta pelo seu avô por tornar-se amante do Sol, a libélula pousou sobre ela até que se recuperasse. Seu lado suave é o de deusa do arco-íris, estando também relacionada às mulheres grávidas, à fertilidade e aos nascimentos.

Algumas lendas húngaras afirmam que a libélula foi um dia um dragão (por esse motivo também é conhecida com o nome de Dragonfly: Dragão voador), com escamas coloridas similares àquelas encontradas em suas asas. Narra-se que um dragão muito sábio voava pela noite escura, espargindo a luz com seu hálito de fogo, trazendo para nosso mundo a arte da magia e a ilusão de mudar de forma. 
Todavia, chegou o dia em que o sucumbira à própria ilusão ao deixar-se enganar pelo ardiloso coiote, que o convenceu a mudar de forma para provar que possuía de fato poderes mágicos. O dragão aceitou o desafio do coiote, adquirindo a forma que tem hoje a libélula, mas ao aceitar este desafio movido pela vaidade, o dragão perdeu seus poderes mágicos e não pôde mais retomar à sua forma primordial.

A Libélula expressa a essência dos tempos de mudança, das mensagens de iluminação e sabedoria, e a comunicação com o mundo dos elementais – composto por uma miríade de pequenos espíritos da natureza, presentes nas plantas, na terra, no fogo, na água e no ar nos estados plenos.