(Re) (A) finando humores.


Acredito bastante na influência do Universo em nós e de nós no Universo. Essa coisa do efeito borboleta, da sincronicidade dos tempos, etc. A física quântica está aí pra isso. Não sei se concordo bem com isso de que atraímos pessoas que têm interiormente os fragmentos de respostas que buscamos, porque também acredito que atraímos pessoas com a mesma frequência que manifestamos, emitimos (seja lá o nome que for dado) ou expandimos nossa energia. Nosso entorno, nossa dimensão pessoal e nosso ciclo interior-exterior pulsa constantemente buscando sinais que se configurem páreos. Isso vale para as relações de amor, para as amizades, para o coleguismo. É uma outra forma de conceitual "afinidade". 

Isso também de se colocar no lugar do outro é importante. Algo difícil, porque, por mais que também tentemos, jamais conseguiremos vivenciar as mesmas experiências que aquele outro viveu e que o levou a agir dessa ou daquela maneira. É por isso que para os cristãos existe o sentido do perdão, para nós, da magia, existe o momentum, para os hindus existe o karma, etc. Se colocar no lugar do outro, ao meu ver, apesar de importante, nem deve ser tanto o foco, porque, de fato, penso que estar atento ao outro, buscar essa "afinidade" com o outro, resulta na evidência de que não precisamos nos colocar no lugar de ninguém a não ser o nosso mesmo. Isso mexe com sensibilidade, vontade, disposição e... afinidade.

Da mesma forma, liderar nosso próprio eu sem o sentido de limitação ou desenfreio, algo que procure o que se chama de caminho do meio, fugindo da necessidade dos extremos, da manifestação obrigatória do que pensamos e porque agimos, de justificativas muitas vezes não tão bem fundamentadas acabam resultando numa série de padrões comportamentais ou signos pessoais muito fortes e que, em vez de nos libertar, nos desvia de quem realmente somos. Daí penso que sentir é melhor. Porque não dá pra enganar o que sentimos. Dá para não falar sobre isso, mas se sente. 

Quando há a troca, quando há a vontade de abrir os braços e buscar aceitação, de fato o que estamos é sinalizando ao outro que nos aceite da forma que somos, com as qualidades e defeitos que são expressas com a mesma expressão que nossas necessidades, mas que, para sermos escutados, precisamos bradar, porque somos ensinados que a pedra e a atiradeira demarcam melhor um terreno fértil que em vez de protegido poderia ser melhor se plantado por todos. Porque somos um. Porque somos infinitos em nossas afinidades.