O que todos sentem.


O que todos sentem é insensível à dor
Porque é de todos
Não cabe torpor

Os que todos sentem não tem poesia
É igual
Uniforme
Forma sem poesia

Os que todos sentem segue à regra
E em sendo regra
Não simboliza
Aquilo que para cada um
Se ameniza

Pensares soltos
Palavras e orações
Cada qual sabe
Expor o que quer
Diferente da situação

Independe de harmonia
Parcimônia
Maestria
Resulta da individualidade
Que reluta em sua invenção
Não é cópia, xerox, papel timbrado
Voa daqui para ali
Como um ser-pensamento alado

Ou você escolhe o que quer para você
Ou te reterão no que já permanece