Carta de Amor (ao rumo dos Tempos).


"Onde vai valente?
Você secou,
seus olhos insones secaram,
não veem brotar a relva que cresce livre e verde longe da tua cegueira.
Seus ouvidos se fecharam à qualquer música,
qualquer som
nem o bem nem o mal pensam em ti
ninguém te escolhe.
Você pisa na terra mas não sente, apenas pisa.
Apenas vaga sobre o planeta
e já nem ouve as teclas do teu piano.
Você está tão mirrado que nem o diabo te ambiciona
não tem alma.
Você é o oco, do oco, do oco, do sem fim do mundo.
O que é teu já tá guardado.
Não sou eu quem vou lhe dar." (Paulo C. Pinheiro e Maria Bethânia)