Transformar.


O Rio de Janeiro possui em sua história um homem que ficou conhecido como Profeta Gentileza. Um de seus bordões mais famosos era “gentileza gera gentileza”.

José Datrino, nascido no interior de São Paulo, na cidade de Cafelândia em 1917, tornou-se conhecido na Cidade Maravilhosa ao ajudar vítimas de um incêndio no Gran Circus Norte Americano, em 1961, quando morreram mais de 500 pessoas. Datrino foi ao local do incêndio e passou a plantar hortaliças no local onde haviam cinzas do antigo circo.

A habilidade com a lavoura vem da infância pobre no interior, onde também aprendeu a amansar burros. Nessa época, Datrino dizia que quando crescesse, constituiria família e criaria seus filhos, mas depois os abandonaria para seguir em uma missão. Anos depois, o Profeta Gentileza cumpriu o que havia prometido, e se dizia “amansador dos burros homens da cidade que não tinham esclarecimento”.

Em 1980, Datrino passou a circular pela cidade do Rio de Janeiro com uma longa barba e uma túnica branca, morando embaixo de pontes e viadutos da cidade. Em 1992, durante a Eco-92, o já conhecido Profeta Gentileza se colocava estrategicamente no trajeto que as autoridades faziam para chegar à conferência e gritava pedindo que cada líder ajudasse a espalhar a gentileza pela Terra. Uma de suas obras foram as pilastras do Viaduto do Caju, onde em cada uma delas, Gentileza escreveu mensagens em verde e amarelo, com sua visão de mundo e com mensagens baseadas em seu lema, gentileza, e recheadas de amor e esperança. Quando era tachado de louco, Gentileza respondia: “Sou maluco para te amar e louco para te salvar”.

Datrino, ou Gentileza, definia sua crença de forma simples e objetiva: “Deus é ‘Gentileza’ porque é Beleza, Perfeição, Bondade, Riqueza, a Natureza, nosso Pai Criador”. (Fonte)