Etachtitlan.


Ao fundo, o imponente Monte Imbabura. À frente, o rei do Vale do Chota, num dos vales do norte do Equador, entre a linha das Cordilheiras Oriental e Ocidental, nos Andes, unidas por sulcos transversais chamados de 'nós', mas que geólogos apelidam de 'bacias', mas cujo nome entre os povos pré-históricos era Etachtitlan.

A pintura representa as expressões filosóficas das antigas aldeias em uma cosmovisão muito diferente da concepção materialista da nossa contemporaneidade, em total harmonia com a Mãe Natureza (Pachamama), considerada uma entidade viva. Assim, a rotina das aldeias ancestrais era repleta de mistérios, mitos e lendas fantásticas, numa realidade bastante 'humana' e possível, imersa em uma rede de energia que permitiu a interação com outros níveis de existência.