O Manuscrito de Voynich.

Foi descoberto em 1912 na Villa Mondragone, em Frascati, perto de Roma, aquilo que representa um dos maiores enigmas do mundo. Junto a outros livros, um manuscrito misterioso e de conteúdo indecifrável até os dias de hoje vem desafiando etimólogos e estudiosos.
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Tudo teve início quando um comprador de antiguidades, o americano Wilfrid M. Voynich, adquiriu de um antigo colégio de jesuítas, na Itália, um estranho livro que tinha em anexo uma carta com data de 1666, se referindo ao antigo proprietário do livro, o imperador Rodolfo II, da Boêmia (hoje região da Alemanha). Levado para Nova York após a morte de Voynich e sua esposa e comprado por Hans P. Krauss, foi doado para a Biblioteca da Universidade de Yale.

O denominado “ Manuscrito de Voynich” tem 235 páginas contendo ilustrações de plantas desconhecidas,  e é escrito em um idioma desconhecido. Há também espécies animais já extintas, imagens sobre  astronomia e anatomia, além de calendários e figuras humanas, assim como ilustrações de flores e plantas nunca vistas e mulheres nuas que se divertem em banheiras conectadas a estranhos encanamentos.

As teorias sobre o livro e sua escrita enigmática variam, desde fraude a brincadeira, mas de acordo com estudiosos, a repetição de determinados caracteres indicam uma espécie desconhecida de informação, levando alguns a acreditar que sua escrita vinha de uma língua 'artificial'.

O botânico Hugh O'Neill, em 1944, analisando o livro, concluiu que algumas das plantas indicadas  representavam espécies do Novo-Mundo, o que provocaria hipótese sobre a origem do livro após o ano de 1492, data em que Cristóvão Colombo chegou à América, trazendo sementes de girassol e pimenta. Ainda assim, há controvérsias, pois no manuscrito a pimenta é colorida em verde (em vez de vermelha) e a identificação de um girassol nas ilustrações gerou dúvidas.

William Romaine Newbold causou alvoroço em 1919, ao anunciar que o livro era obra do filósofo inglês Roger Bacon e que o mesmo conhecia a utilização de telescópios e microscópios. Sendo assim, de acordo com Newbold, Bacon conhecia a formação em espiral da vizinha galáxia de Andrômeda, bem como os micróbios, organismos invisíveis a olho nu, e ainda a formação do embrião partindo da união do espermatozoide e do óvulo.

Durante a Segunda Guerra Mundial, peritos militares suspeitaram que o manuscrito pudesse representar informações sigilosas e de espionagem e tentaram destrinchar a inscrição, sem sucesso.

Caso queira explorar o livro, faça o download de sua digitalização divulgada aqui.